Dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que seja assim. Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior do nosso ser e na nossa realidade mais íntima, de modo que realmente sintamos o enlevo de estar vivos.
Joseph Campbell

Por que deveríamos participar de uma imersão com a Natureza na época em que vivemos? Afinal, o que isso tem a ver com a minha vida?

Podemos sobreviver distantes da Natureza. Inclusive, a cultura vigente aceita e justifica a destruição de florestas virgens e da vida silvestre para bancar o padrão consumista de poucos, reproduzindo um mundo mecânico, injusto e artificial. Na medida em que simplesmente aceitamos as regras do jogo, vamos nos distanciando cada vez mais de nossa própria Natureza. Promovemos em nós também, a expansão da monocultura da razão, às custas da diversidade de instintos e recursos nativos, ainda desconhecidos em nossa psique. Sim, podemos suportar, mesmo que só até certo ponto o distanciamento da Natureza, mas se ousarmos mergulhar logo abaixo da superfície do oceano de quem realmente somos, todos temos o anseio pelo que é selvagem.

Nossa intuição uiva acuada, como um animal em perigo, refugiada nos últimos cantos de nossa “natureza interior” na esperança de nos acordar. Mesmo na mais caótica megalópole, nós seres humanos, compartilhamos secretamente o desejo ardente de sentir o calor pulsante do coração do mundo vivo. Intimamente queremos nos re-unir conscientemente às dimensões-mais-que-humanas que naturalmente nos compõe. Por isso a Natureza! Porque de alguma maneira desconfiamos que a sabedoria para viver os verdadeiros mistérios da vida não será encontrada on-line. Nas mais diversas tradições e culturas as experiências com a Natureza sempre foram o caminho escolhido para acessar memórias ancestrais, descobrir quem realmente somos e assumir o nosso lugar no Universo.

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